Por Angélica Fernandes e Julian Rodrigues
O senador Aloizio Mercadante defendeu, nesta sexta-feira, 10, na tribuna da câmara alta, mudanças na política econômica no segundo governo Lula. As idéias que ele apresentou hoje já tinham sido publicadas no caderno de economia do Estadão na última quarta-feira, 8 de novembro.
Em resumo, Mercadante inova, numa canetada, a teoria econômica e elabora outra "vertente" na macro-economia nacional: o "novo desenvolvimentismo" - que deveria nortear o segundo governo Lula.
Na reportagem do Estadão - cuja manchete (sintomaticamente) é: "É hora do sacrifício", diz Mercadante – o senador define assim o "novo desenvolvimentismo": "precisamos de uma verdadeira cruzada fiscal para aumentar o investimento do setor público". Ou, "o governo precisa abandonar o romantismo econômico". Mais ainda: "a reforma da Previdência, que parte do governo considera desnecessária é parte central do novo desenvolvimentismo".
Em resumo, Mercadante considera necessária uma maior ousadia na política de corte de gastos correntes (custeio da máquina, pessoal, Previdência, gastos sociais). Para o ex-candidato a governador, a redução dos juros como ponto principal da política econômica, é o "velho desenvolvimentismo".