Thursday, January 11, 2007

AUDITORIA PÚBLICA JÁ EM SERGIPE!!!!

Auditoria Pública já!
José Cristian Góes*

Nesses primeiros dias de governo a sociedade tomou conhecimento com uma informação aqui, outra acolá, do caos em que está mergulhado o Governo do Estado. Se estive num estádio de futebol e meu time fosse campeão, abriria uma faixa “eu já sabia”. E quem não sabia? Esta coluna, durante três anos e meio de Governo João Alves Filho (PFL), revelou impiedosamente a tragédia administrativa e política que era a terceira gestão do governador anterior. As mentes tacanhas, arcaicas e débeis deste Estado não aceitavam as críticas e agiram durante contra a coluna. Mas o caos estava à frente do nariz.
\nOs números, as informações, os dados de que Sergipe está mergulhado numa profunda crise administrativa, mas de essência ética, sempre foram concretos e oficiais. Os crimes estavam sempre à vista. Eram dos agentes do Estado. Quantas licitações divulgadas nesta coluna que não eram licitações, contratos, compras, esquemas de toda ordem. Sem fazer qualquer levantamento mais profundo e consistente, apenas a partir de diagnósticos iniciais o novo governador Marcelo Déda (PT) ficou escandalizado, imagine o que não estará debaixo do tapete que sequer\n foi levantado?\n\nA tragédia humana que é a saúde de Sergipe não é retórica. Saúde pública não existe na prática e o resultado disso são vidas humanas assassinadas pelo Estado. Faz 15 dias que um homem caiu de um coqueiro num município da região sul. Não conseguia se mexer. Trouxeram a Aracaju e ele passou quatro dias a espera de atendimento decente no Hospital João Alves Filho. No quarto dia morreu. E assim são dezenas e dezenas casos espalhados pelo Estado. Crianças, adultos e velhos sendo criminosamente eliminados por ausência de uma mínima política\n pública de saúde. A banalização da morte é tamanha que isso não choca mais ninguém, não é notícia e nem seria neste reinado.",1]
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Os números, as informações, os dados de que Sergipe está mergulhado numa profunda crise administrativa, mas de essência ética, sempre foram concretos e oficiais. Os crimes estavam sempre à vista. Eram dos agentes do Estado. Quantas licitações divulgadas nesta coluna que não eram licitações, contratos, compras, esquemas de toda ordem. Sem fazer qualquer levantamento mais profundo e consistente, apenas a partir de diagnósticos iniciais o novo governador Marcelo Déda (PT) ficou escandalizado, imagine o que não estará debaixo do tapete que sequer foi levantado?
A tragédia humana que é a saúde de Sergipe não é retórica. Saúde pública não existe na prática e o resultado disso são vidas humanas assassinadas pelo Estado. Faz 15 dias que um homem caiu de um coqueiro num município da região sul. Não conseguia se mexer. Trouxeram a Aracaju e ele passou quatro dias a espera de atendimento decente no Hospital João Alves Filho. No quarto dia morreu. E assim são dezenas e dezenas casos espalhados pelo Estado. Crianças, adultos e velhos sendo criminosamente eliminados por ausência de uma mínima política pública de saúde. A banalização da morte é tamanha que isso não choca mais ninguém, não é notícia e nem seria neste reinado.
\n\nNa educação o caos é altíssimo e de incalculável repercussão nas próximas gerações. O atuante Sintese, sindicato dos professores, prega como João Batista no deserto. As estruturas físicas das escolas estão trucidadas, não há planejamento, não há o mínimo projeto pedagógico, sequer o obrigatório Plano Estadual de Educação. O Governo gastou milhões e mais milhões com pacotes educacionais profundamente fracassados. Nos últimos dias estourou o escândalo da merenda escolar, o da carne fantasma de quase R$ 1 milhão. Num reinado um pouquinho\n sério, pelo menos meia dúzia de gestores públicos estaria na cadeia.\n\nOs fatos (e contra eles não há argumentos que se sustentem) que comprovam o caos em Sergipe são quase intermináveis e atingem praticamente todos os setores, secretarias, empresas e órgãos públicos. As estruturas viciadas de poder precisam ser quebradas e neste sentido se faz necessária uma rigorosa auditoria nas contas e projetos públicos com vistas à responsabilização de seus agentes. Não dá para ficar com uma informação aqui e outra acolá, com uma pouse de indignação preparada para foto, com declarações que minimizam o real “estado da\n arte”. Além de reconhecer que o quadro é gravíssimo, tem que agir na qualificação dos dados. ",1]
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Na educação o caos é altíssimo e de incalculável repercussão nas próximas gerações. O atuante Sintese, sindicato dos professores, prega como João Batista no deserto. As estruturas físicas das escolas estão trucidadas, não há planejamento, não há o mínimo projeto pedagógico, sequer o obrigatório Plano Estadual de Educação. O Governo gastou milhões e mais milhões com pacotes educacionais profundamente fracassados. Nos últimos dias estourou o escândalo da merenda escolar, o da carne fantasma de quase R$ 1 milhão. Num reinado um pouquinho sério, pelo menos meia dúzia de gestores públicos estaria na cadeia.
Os fatos (e contra eles não há argumentos que se sustentem) que comprovam o caos em Sergipe são quase intermináveis e atingem praticamente todos os setores, secretarias, empresas e órgãos públicos. As estruturas viciadas de poder precisam ser quebradas e neste sentido se faz necessária uma rigorosa auditoria nas contas e projetos públicos com vistas à responsabilização de seus agentes. Não dá para ficar com uma informação aqui e outra acolá, com uma pouse de indignação preparada para foto, com declarações que minimizam o real “estado da arte”. Além de reconhecer que o quadro é gravíssimo, tem que agir na qualificação dos dados.
\n\nEstas constatações iniciais são voláteis, somem rapidamente da consciência, não formam uma opinião pública sólida. Combinado a isso junte uma poderosa ação de comunicação que nos últimos quatro anos, por exemplo, levou muita gente – até do atual governo – a acreditar que Sergipe tinha a melhor educação do mundo. Tenha paciência. Com todas as letras: é preciso instaurar uma auditoria geral no Estado imediatamente porque nos últimos quatro anos foram torrados mais de R$ 15 bilhões de recursos públicos e o resultado é um caos\n generalizado. Auditoria já! \n\nO contribuinte, o cidadão sergipano precisa saber o que foi feito com essa dinheirama e os (in)responsáveis devidamente penalizados a devolver os recursos públicos. Muitos agentes e gestores não resistem a um sopro de investigação e terão imensa dificuldade de justificar uma riqueza que acumularam. Realizar autoria é urgente, é uma ação histórica, é mudança, é não permitir que impunidade continue avassaladora neste reinado. Auditoria pública já!",1]
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Estas constatações iniciais são voláteis, somem rapidamente da consciência, não formam uma opinião pública sólida. Combinado a isso junte uma poderosa ação de comunicação que nos últimos quatro anos, por exemplo, levou muita gente – até do atual governo – a acreditar que Sergipe tinha a melhor educação do mundo. Tenha paciência. Com todas as letras: é preciso instaurar uma auditoria geral no Estado imediatamente porque nos últimos quatro anos foram torrados mais de R$ 15 bilhões de recursos públicos e o resultado é um caos generalizado. Auditoria já!
O contribuinte, o cidadão sergipano precisa saber o que foi feito com essa dinheirama e os (in)responsáveis devidamente penalizados a devolver os recursos públicos. Muitos agentes e gestores não resistem a um sopro de investigação e terão imensa dificuldade de justificar uma riqueza que acumularam. Realizar autoria é urgente, é uma ação histórica, é mudança, é não permitir que impunidade continue avassaladora neste reinado. Auditoria pública já!
\n \n* é jornalista em Sergipe, presidente do Sindijor/SE e direção da AE/SE.__________________________________________________Fale com seus amigos de graça com o novo Yahoo! Messenger http://br.messenger.yahoo.com/ \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n cancelar assinatura - página do grupo \n\n\n\n\n\n",0]
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* é jornalista em Sergipe, presidente do Sindijor/SE e direção da AE/SE.

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